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MTV _ Presente Verve na América # 1998

Você devia ter visto a galera que veio atrás de ingressos. Uma loucura!
Apesar de NY ter o melhor de tudo, você tem que se cuidar. Por favor, use o cinto de segurança.

THE ROLLING PEOPLE

Richard Ashcroft: O ônibus nos ajuda a economizar muito. Moramos nele. Nas turnês, quanto mais perto está a hora de partir, mais louco você fica.

Simon Jones: Tem gente que curte a banda desde a primeira turnê, STORM IN HEAVEN. Lembro de um cara que gritou pra mim: "Vocês sumiram por 3 anos e eu nunca os esqueci". Aqueles que sempre curtiam continuam envolvidos.

Richard: Este é um blues moderno. BITTER SWEET SYMPHONY.

BITTER SWEET SYMPHONY

Simon Jones: Até agora tem sido fantástico. Tudo começou no dia 1º de novembro. O show desse dia foi um dos mais alucinantes em que eu já toquei ou participei. Tinha muita gente esperando pra ver a gente depois do show. Comparado à última vez em que a gente tocou aqui, foi uma loucura, tivemos que correr pro ônibus. Nunca havia passado por nada assim. Quando viemos aqui pela primeira vez, tínhamos 18, 19 anos, e passamos dois dias em NY. A coisa toda foi muito intensa. Desde então fizemos várias turnês nos EUA. Somos mais velhos agora, e temos dois dias livres pra descansar. Estamos ficando malucos.

Richard: Quando o Verve toca sua música, ele não sabe o que está acontecendo. Nós não estamos conscientes do que estamos fazendo. Quando entramos nesse estado, é como se fôssemos transportados pra outro lugar. Qualquer um que ama o que faz já teve essa sensação de fuga total. Você não sabe onde está ou o que está fazendo. É muito criativo. Viver é a melhor droga. Essa é a verdadeira droga. ... tenta transformá-lo numa celebração. Às vezes, as pessoas só vêm pra assistir, e outras, elas vêm pra participar. Há muitos ritmos diferentes no nosso show, então é possível dançar, se mexer e se deixar levar. Tem também aqueles que gostam de ficar parados.

LUCKY MAN

Não sou como vocês.
Pelo menos tenho um emprego de verdade.
A segurança está preocupada em controlar a multidão.
É, preocupada demais.

Richard: Cada cidade e cada estado são diferentes. É por isso que os shows também são diferentes. Geralmente, são os mesmos caras esquisitos que aparecem, e eles são bem-vindos. Você se sente diferente nesse dia, mas tudo isso faz parte. Assim, você toca de um jeito diferente e torna as coisas mais interessantes pra você e pros que foram a vários shows em seguida. Você tem que transmitir algo, cada cidade faz você se sentir diferente. Cada lugar tem sua loucura.

Fãs:
Quando cantaram SHE'S A SUPERSTAR, eu estava do lado das caixas de som, foi alucinante. Passei metade do show com os olhos fechados.
O som do baixo atravessa o teu corpo, é muito alto.
Quando assisto ao Verve, parece que estou viajando. Eles tem o ritmo e as letras certas.
Será que vão gostar da minha roupa?
O baixo do Simon Jones, Nick McCabe, Peter Salisbury. Eles dizem coisas que outros têm medo de dizer. Eles pegam a sua alma e a jogam na sua cara.
VELVET MORNING, WEEPING WILLOW, BITTER SWEET SYMPHONY. Eles são demais.
Quero só ver o que eles vão fazer hoje à noite.
Não dá pra classificá-los em nenhuma categoria.
A sua música é demais. Obrigado por terem vindo e por estarem em turnê.
Estão na categoria "incrível".
Obrigado por nos deixarem ouvir o seu som.
Eles pegam a sua alma e a jogam em sua cara.
Quando eu crescer quero ser uma rockstar.

Simon Jones: Quando você começa a tocar ao vivo, a música se torna outra coisa. Você começa a ter suas músicas favoritas ao vivo. Quando a gente escolhe o nosso set list, o que vem à mente não é a música, e sim como você se sentirá depois de tocá-la.

Richard: Anos atrás, a guitarra e o rock eram a melhor invenção depois da roda. O trem continua andando, mas eu não estou dentro dele. Estamos acima de tudo isso, das notas que nos dão no final das críticas. É tudo baboseira. A gente nunca vai mudar, e é isso que torna a coisa emocionante. Estamos nos jogando no mundo e faremos o que quisermos. Se for pra cometer "suicídio comercial" no próximo álbum, então que seja. Quem se importa? Estamos fazendo o que vem à cabeça.

Simon Tong: Viajar é bom. Você senta no ônibus e fica olhando pela janela, vendo esses lugares todos. Essa é a parte gostosa: relaxar e colocar a cabeça no lugar.

Nick McCabe: Esse pessoal já viu todos os shows da turnê. As pessoas viajam por 11 horas, voam de todas as partes do país. Mesmo quando o show está lotado, eles aparecem sem ingresso mesmo.

Richard: E olha que a gente está viajando muito. Imagino como eles devem viajar, em carros, vão e voltam sem poder ver a gente no final. Mas esse é o espírito da coisa. Os EUA são um inferno maravilhoso, e todos os ingleses que vêm pra cá piram. É por isso que eu também pirei. Estou curtindo muito. A gente entra no ônibus e enlouquece. A vida é uma loucura e é isso que importa. Estamos na luta.

Fãs:
Eu amo o Richard, pra mim ele é um deus. Eu sigo a religião dele, ele é muito espiritualista.
As pessoas estão vindo de todas as partes, porque não há mais nada por aí hoje em dia.
Estava do lado das caixas de som, foi alucinante.
O Nick é o melhor guitarrista do mundo.
Eu amo o Richard, mas ele não me ama.
Só espero não pirar antes de eles chegarem.

Simon Jones: Está cheio de gente maluca que quer entrar na sua mente. Espero que estejam aqui por causa da música. Eu estou aqui por isso.

Fãs:
Estou aqui desde 1h e ainda não comi. Espero que o Richard assine o pôster pra mim.
Eu dei a ele uma caixa com o anjo Lúcifer, algumas previsões pro futuro e uma chave que usei no pescoço desde a separação do Verve até o seu reatamento.

Simon Jones: Quando se fala com eles sobre o primeiro álbum, é como se ele tivesse mudado suas vidas. Eles o tratam como se fosse uma bíblia, isso é meio assustador.

Peter Salisbury: A melhor parte é o show. É a maior adrenalina que alguém pode sentir. Essa vez está sendo a melhor de todas. Acho que o show de hoje será o melhor de todos.

Simon Jones: Estamos em Detroit. As pessoas aqui tem uma vibração diferente das que moram no norte da Inglaterra. Pra elas já é um esforço conseguir ir aos shows. Eu conversei com um cara que viajou seis horas pra ver a gente em Chicago. Ele viajou seis horas sem ter o ingresso, e não conseguiu entrar. Então, pusemos seu nome na lista e ele entrou. Tem sido assim toda noite. As pessoas tem viajado de todos os cantos, voando de Miami, atravessado o país, porque não há mais ingressos. As pessoas reclamam que os lugares são pequenos, mas a verdade é que a banda é grande demais pros lugares.

Fã: Eu os vi em NY, em Boston e em Chicago. Mas em Detroit não há ingressos. Que droga!

Richard:
Quero que saibam que Detroit está lá em cima. A gente já tocou aqui e foi demais!

COME ON

THE DRUGS DON'T WORK

Richard: Você pode ser o que quiser, na hora que quiser. Pode fazer qualquer coisa, pensar qualquer coisa. Ir aonde quiser. Ignorar a grande mistura cultural do fim dos anos 90 quando se está numa banda é um grande erro. A melhor coisa de estar nessa banda é que ninguém sabe como será o novo single ou álbum. A gente sempre fez as coisas desse jeito, nunca fomos metódicos. Sempre tivemos uma regra: nunca se conformar com nada.

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